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A cada dois anos acontece na Comunidade Européia, a Conferência Ministerial de Governo Eletrônico, reunindo todos os países membros em torno do planejamento de novos serviços públicos eletrônicos, em benefício do cidadão, do governo e da comunidade. A próxima reunião acontecerá neste 2009, entre 18 e 20 de novembro, em Malmö, ao sul da Suécia, de onde nascerá uma nova declaração de governança eletrônica projetada até 2015.

A declaração de 2007, também chamada Declaração de Lisboa, apoiou e atualizou o i2010, Plano de Inovação em Governo europeu, brevemente comentado aqui, considerado um dos mais arrojados planos intergovernamentais desde a criação da CE.

Para a reunião de novembro, entretanto, haverá uma novidade em termos de participação popular, seguindo o estilo estratégico do governo Obama, comentado em nosso post anterior. Os nossos já conhecidos David Osimo e Paul Johnson, inspirados na estratégia americana de captação de idéias para o fortalecimento colaborativo de propostas inovadoras, criaram o Open Declaration on Public Services 2.0 que, além de blog, conta com um mecanismo participativo de envio e votação de idéias, semelhante ao Open Government Dialogue americano.

Essa plataforma denominada Public Services 2.0, criada com a ferramenta social UserVoice, atende a primeira fase de brainstorm (seguindo a estratégia Obama), e coloca a seguinte questão-teaser aos participantes:
Quais são as principais coisas que os governos da União Européia devem fazer nos próximos três anos, usando a Web para transformar os serviços públicos?
É interessante, ao ver os resultados parciais, que as três primeiras propostas mais votadas referem-se a abertura das bases de dados governamentais ao uso público (open data government).

As contribuições devem ser postadas e/ou votadas até 15 de julho, após o que serão consolidadas até agosto, para serem revistas e comentadas em ambiente público entre setembro e outubro, para que finalmente sejam organizadas e apresentadas na reunião de Malmö.

Contudo, diferente da estratégia norte-americana, esta parte da sociedade civil que, espero, obter representatividade e encontrar ouvidos na Conferência Ministerial.

Apenas como nota, acontece hoje, dia 6, em Londres, o Reboot Britain, que também deve trazer adesões ao Public Service 2.0.

Nos últimos meses estivemos perguntando a personalidades do mundo acadêmico, empresarial e governamental o que é inovação e como inovar em governo, ao mesmo tempo em que nos aprofundamos na estratégia da gestão Obama, como fonte de inspiração e tendência ao que viria na migração do e-gov (electronic government) para o i-gov (innovation government).

As respostas, além de variadas e enriquecedoras, trazem em comum a dificuldade em apresentar um modelo ou exemplo a ser seguido.

Nessa mesma busca pela inovação, o governo americano veio a público, pela internet é claro, para convocar a população que quisesse repensar e propor novas formas de gestão pública, oferecendo não apenas o compromisso da interação, mas principalmente disponibilizando ferramentas de participação, colaboração, transparência e engajamento, de modo a conduzir juntos a inovação em governo.

De fato, essa era a primeira fase de uma revolucionária estratégia que pretende, entre outras coisas, abandonar o modelo de governo eletrônico entregador unilateral de informação, que se vale de um monólogo em sua comunicação com o cidadão para entregar serviços em formato web, do ponto de vista tecnológico, mas formato balcão sob a ótica social, distante do diálogo que a rede permite, aliás mais do que diálogo simples, são os diálogos múltiplos que hoje presenciamos na rede e não encontramos no governo.

A estratégia é então composta de três fases:
fase 1: Brainstorm - A população compartilha suas idéias de como tornar o governo mais aberto e eficiente, tanto postando suas recomendações, quanto votando nas idéias dos demais, através do site Open Government Dialogue. O objetivo desta fase foi atender às seguintes questões:
  • Como as operações do governo podem ser mais transparentes e responsáveis?
  • Como os comitês consultivos federais de legislação, regulamentação e eletrônicos podem ser melhor utilizados para melhorar a qualidade das decisões do governo?
  • Quais modelos alternativos para melhorar a qualidade das decisões dos gestores públicos e ao mesmo tempo possibilite o aumento da participação cidadã nestas decisões?
  • Quais estratégias poderiam ser empregadas para obtermos uma maior utilização da web 2.0 nas agências públicas?
  • Quais políticas estão impedindo a inovação no governo atualmente?
  • Qual o melhor caminho para mudar a cultura de governo, para que compreenda a colaboração ?
  • Quais mudanças devem ser feitas na formação ou contratação de pessoal, que favoreçam a inovação?
  • Quais os modelos de avaliação de desempenho são necessários para determinar a eficácia de uma política de governo aberto?
Com duração de uma semana, entre 21 e 28 de maio, o brainstorm nacional reuniu online 4.208 idéias vindas dos cidadãos, dando início a segunda fase.

fase 2: Discussão - Para a triagem e o aprofundamento das contribuições, bem como a classificação e identificação dos desafios apresentados na fase 1. Para tanto, o governo, por meio do Escritório de Política em Ciência e Tecnologia, montou um blog reportando as discussões e permitindo os comentários e outras contribuições dos cidadãos.

fase 3: Elaboração (Drafting) - Permanece o incentivo à colaboração no desenvolvimento das idéias inovadoras a fim de transformá-las em princípios para ações específicas de governo, com o objetivo de dar respostas a:
  • Quem? - Quem está sendo direcionado para fazer o quê?
  • O quê? - Qual é a recomendação destinada a atingir?
  • Por quê? - Porque é importante?
  • Como? - Como o sucesso é medido?
Esta fase, tida como final na White House Open Government Initiative, será encerrada no próximo dia 6 de julho, entretanto algumas iniciativas de inovação já podem ser vistas (e seguidas) consultando a Galeria de Inovações do Governo Aberto.

Das inovações já apresentadas, a que provoca maior admiração é a Data.Gov. Nesse site, o governo americano apresenta uma plataforma para o Open Data Government, disponibilizando à sociedade suas principais bases de dados, consideradas de interesse do cidadão, em formatos amigáveis como o xml, para que indivíduos, associações, comunidades e empresas possam produzir aplicações web e conhecimento, apoiados em bases governamentais.

Os benefícios, para além dos novos serviços públicos eletrônicos, produzidos pela sociedade e que facilmente veremos em breve, somam-se a transparência efetiva, a inovação científica e educacional e o engajamento cívico que vive seu ressurgimento naquele país. Veja o vídeo promocional:



Creio que será, depois disso, no mínimo, anacrônico discutirmos se o governo deve ou não publicar os salários dos servidores. Também acredito que esteja nessa estratégia a resposta para a morte do governo eletrônico e o surgimento real da inovação em governo.
As chamadas ferramentas sociais (redes sociais, wikis, twitter etc.) vêm trazendo questões novas para as organizações, relacionadas aos impactos da colaboração social. E, mais precisamente, por isso: colaboração social não é colaboração organizacional.

Por meio dessas ferramentas, os cidadãos usuários de um serviço público podem trocar informações entre si e também interagir coletivamente com a organização pública. O provimento dos serviços públicos passa a contar com meios inovadores para a incorporação desse conhecimento coletivo, que é gerado socialmente, não apenas no interior da organização.

Os formatos de colaboração, as estruturas de articulação e os papéis entre os atores na colaboração interna em uma organização são bastante específicos; e, em certa medida, trazem questões mais familiares e menos complexas, se comparados ao que apresenta a colaboração social.

Mesmo se pensarmos além da colaboração interna e considerarmos algum nível de colaboração da organização com atores externos – os clientes ou usuários de serviços, por exemplo – ainda estaremos falando de colaboração em termos bastante específicos: normalmente, de contribuições individuais de cidadãos isolados frente à organização, excluída a colaboração entre eles. Estaremos falando da colaboração do cidadão com uma organização, na qual é resguardado o papel social da organização em seu contorno frente ao que lhe é exterior.

Porém, os problemas que vêm sendo colocados agora têm contornos diversos. Para sumarizar: transitamos do problema da colaboração em ou com uma organização para a questão da organização da colaboração social.

Com isso, os próprios conceitos de governo e de organização governamental ficam algo afetados. Frente às possibilidades que se abrem, a organização governamental pode se questionar quanto a seus papéis como autoridade decisória e provedora de serviços públicos, para reavaliar seu lugar como um ator (destacado, mas um dentre outros) na organização social desse provimento.

Porém, claro que estamos muito longe (muito mesmo) de poder dizer, por exemplo, que “o público”, por meio da auto-organização de redes sociais, possa ocupar lugar relevante no trato da coisa pública, dispensando organizações governamentais. Nada no horizonte nos autoriza a tanto. E pelo contrário: o que se anuncia, por enquanto, é que a colaboração social em governo depende, fundamentalmente, da participação das organizações governamentais responsáveis pelo provimento de serviços públicos. Creio mesmo que, só com a participação ativa dessas organizações, essa colaboração possa corresponder às oportunidades que abre.

Fica colocada, portanto, a tarefa de pensar estratégias governamentais relativas à colaboração social e produção coletiva de conhecimento em governo. Retomo o assunto em outra postagem. Uma introdução a essa discussão pode ser lida no trabalho que apresentei
sobre o assunto, pelo GATI, ao CONSAD 2009.
Adotar uma política de inovação em governo, como está fazendo o Governo de São Paulo ao instituir o decreto 53.963, pode ser entendido nos dias atuais como a alternativa mais arrojada para a melhoria dos serviços públicos.

Na semana passada, ao gravarmos um podcast entrevistando Roberto Agune, coordenador do Grupo de Apoio Técnico à Inovação do governo paulista, ficou clara a distinção entre a inovação tecnológica e a inovação em gestão governamental, bem como os princípios norteadores desta segunda.

Fazer uso de tecnologias para operar mudanças institucionais é uma tática comum mas, para além, ao buscarmos a estratégia e o posicionamento do governo no segmento da inovação, vemos que é preciso planejar com convergência e visão.

O governo australiano, por exemplo, desenvolveu uma Agenda da Inovação até 2020, apresentando um sistema nacional de inovação, no qual são apontados topicamente os planos para a indústria, impostos, mercado e governo, além de ser bastante didático ao explicar, em seu capítulo 4 - The case for a public role in innovation, o que deve ser feito em gestão do conhecimento.

Do capítulo 10 - Innovation in government, dedicado exclusivamente ao nosso foco, retirei esta meta, apenas para dar o tom da proposta: "Deve ser criado um comitê consultivo da Web 2.0, formado por especialistas e profissionais para ajudar os governos com tecnologias Web 2.0 e idéias de serviços. Pelo menos cinco experimentos substanciais devem ser implantados nos próximos dois anos e avaliados dentro de três anos...". Simples e direto, leitura boa para este fim de semana.

Quem também recebe créditos nesse relatório é o Governo de Cingapura que, através do Singapore Government’s Enterprise Challenge (TEC), dedica-se há nove anos a melhorar a entrega de serviços públicos, em conjunto da Public Service Division de lá, que são notórias expressões em i-gov. O TEC inspirou a estratégia australiana na criação de um fundo dedicado a novas idéias em governo, capaz de subsidiar projetos-piloto de inovações radicais em qualquer segmento da área pública. As propostas de Cingapura podem ser conhecidas aqui.

A propósito, de terça a sexta-feira da próxima semana, estarão em São Paulo os representantes de Gestão do Conhecimento e Inovação do Governo de Cingapura, participando do evento Global Make Conference 2009. A convite, vou acompanhar e depois informo neste nosso espaço.

Ainda fascina, principalmente aqueles que estão em governo e tecnologia, a estratégia de Barack Obama na corrida presidencial americana, encerrada há cinco meses. Todos concordam que, em termos comunicacionais, as eleições de 2008 nos EUA troxeram mais do que um novo presidente, um novo meio, uma nova mídia, que não apenas serviu ao marketing político, mas essencialmente conectou o cidadão com a política. 

De tudo que acompanhei, li e escrevi, fico com a sensação de que ainda enxergamos pouco, os bastidores dessa campanha são revelados ainda em tons de odisséia, com rasa abordagem estratégica e baixa visão do conjunto.

Agora, a empresa norte-americana de relações públicas Edelman, sediada em Chicago e dedicada a esta àrea desde os anos 50, publicou o The Social Pulpit: Barack Obama’s Social Media Toolkit, um relatório que conta a história da campanha de forma organizada, mostrando conceitos, definições, os  estratagemas digitais e as táticas nas quais se apoiaram a equipe Obama.

Ao ler, penso por momentos que estou diante daqueles kits de mágica em que se revelam, com utensílios web 2.0, os truques e como fazê-los. Veja, por exemplo, o modelo de crossmedia elaborado pela Edelman explicando o modelo de engajamento público:


Mais adiante, o relatório também define um modelo de utilização das ferramentas sociais na campanha, apontando os porquês de cada ferramenta, assim como a integração e relacionamento entre todos os espaços utilizados, graficamente resumido a seguir sobre o modelo de hub do site MyBO:

Diferente do kit de mágica, em que bastam equipamentos e performance para produzir o efeito, percebo que o belíssimo trabalho da Edelman, ao descrever o novo palanque social, esteja mais próximo daqueles kits de química, em que a combinação equilibrada de elementos, com domínio prévio de seus compostos, é que podem determinar o sucesso ou fracasso da experiência.
 
No ano passado, noticiamos aqui a proposta do CORDIS para que 2009 fosse o Ano Europeu da Criatividade e Inovação, dando início a estratégia de tornar a Europa um continente líder na economia do conhecimento. Era abril e a crise econômica mundial não estava acentuada ou quase nada sabíamos, além de algumas dificuldades no mercado hipotecário americano.

Com o estouro da crise, afetando incisivamente a Europa, cheguei a pensar que esse grande evento da inovação pudesse ser cancelado ou submeter-se a um patamar de menor vulto; subestimei o espírito inovador do velho mundo. 

O Ano Europeu da Criatividade e Inovação foi lançado oficialmente em 7 de janeiro, em Praga, com a primeira reunião de trabalho no último dia 16 de fevereiro, em Bruxelas, tendo como mensagem-chave que "Criatividade e inovação contribuem para a prosperidade econômica, bem como para o bem-estar social e individual".

Nesta semana, nos dias 2 e 3 de março, a Comunidade Européia volta a se reunir em Bruxelas para a exibição das Melhores Práticas do Programa Europeu, cujo documento está disponível aqui e reúne a descrição e ficha técnica dos projetos de maior destaque, tendo em comum a possibilidade de serem facilmente "copiáveis" por outros governos. 

Na introdução ao documento, o Comissário Europeu para Educação, Capacitação, Cultura e Juventude, Ján Figel´, faz uma pontual abertura, que a seguir reproduzo:

"A crise financeira e econômica que veio à luz tarde em 2008 é o tipo de desenvolvimento extremo, que requer uma indispensável qualidade em busca de soluções: criatividade. Precisamos de criatividade para encontrar a melhores respostas. 
Mas criatividade não é apenas útil em situações de crise, é claro. Criatividade e capacidade inovadora trazem cruciais benefícios a longo prazo para a economia, a sociedade, as empresas, bem como para as pessoas. Inovação e criatividade são pilares fundamentais para o desenvolvimento econômico e o crescimento social."


Recomendo também a visita ao site português do Ano de Criatividade e Inovação em que, entre outros, traz o interessante artigo Uma Nova Rede para Portugal, de Francisco Jaime Quesado, Gestor do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento, no qual propõe um Portugal 2.0 e assim conclui: "O desafio 2.0 tem que ser desenvolvido. Fazer de Portugal  a Oportunidade Possível dum país onde o Conhecimento e a Criatividade sejam capazes de fazer o compromisso nem sempre fácil entre a memória dum passado que não se quer esquecer e um regresso a um futuro que não se quer perder". 

Para quem, como eu, viveu os anos de crise e alta inflação no Brasil, sabe muito bem que a criatividade de nossos executivos e dirigentes sempre foram admiradas no exterior. Uns enxergam só a crise, outros conseguem ir além e perceber a oportunidade.

No Reino Unido, o Department for Innovation, Universities and Skills tem atuado nos três principais segmentos de inovação: científico (envolvendo universidades e centros de pesquisas), empresarial e serviços públicos. Neste último, foco deste blog, o departamento britânico deixa transparente que sua abordagem em inovação envolve desde ações estratégicas - como a formulação de políticas de inovação, considerada "vital para aumentar a nossa competitividade, melhorar a nossa economia e a nossa qualidade de vida" - até ações operacionais, como a criação de dashboards para o NetVibes. 

Esses dashboards, em linhas gerais, foram a solução britânica para a criação de pequenas salas de situação virtuais, orientando que as instituições públicas tenham sempre uma página síntese sobre seus interesses, com notícias atualizadas automaticamente e em tempo real. Muito simples e muito eficaz, veja aqui o documento que orienta o uso.

O DIUS também desenvolveu de forma colaborativa e participativa o Innovation Nation: Interactive, um documento feito a inúmeras mãos, abordando os diversos aspectos da inovação e que agora é publicado, servindo de guia a qualquer governo que pretenda inovar. Destaco o capítulo Innovation in Public Services, que contém nove princípios e vários comentários para a inovação em serviços públicos.

Como é de se esperar, o DIUS também tem um canal no YouTube e de lá retirei o vídeo abaixo, sobre serviços públicos eletrônicos.



A Política 2.0

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No próximo sábado, dia 13/09,  o Parlamento do País Basco será invadido pela blogosfera daquela região do extremo norte da Espanha, para realizar o primeiro encontro de blogueiros, políticos e políticos-blogueiros, a fim de explorar as possibilidades de incorporação das ferramentas web 2.0 no âmbito da política. 

Apesar de não possuir nenhuma entidade organizadora do evento, todos estarão lá a convite da presidenta da casa, Izaskun Bilbao, foto, a primeira mulher a presidir o Parlamento Basco desde sua criação.

O encontro, chamado Politika 2.0, naturalmente já possui blog, wiki, twitter e facebook, por onde vai dar para acompanhar a discussão e a criação de conteúdos, que já começou. Leia, por exemplo, o modesto decálogo (na verdade tem 13 mandamentos) do Poli-blogger, que é como estão chamando o político-blogueiro. 

Foi um achado chegar ao décimo-segundo mandamento, que diz "Busca sempre a Sinergia Macramental estável, duradoura e em contínua expansão.". Por ignorância e dever de ofício, fui atrás da definição de Sinergia Macramental e descobri que o termo, nascido na eFindex do ano passado, parece acertar ao descrever a potencialidade dos blogs na dinâmica de comunicação nos tempos atuais. Um neologismo que cabe. 

Como anteriormente previ o fim da política 1.0, quem quiser saber mais sobre Politika2.0 e se preparar, comece pelas definições e siga em frente. Quem preferir, e vale a pena, pode também conhecer o Plano Basco da Sociedade de Informação - Agenda Digital 2010.
As aplicações da web 2.0 no setor governamental tem sido o mote recorrente nos recentes congressos e noticiários de inovação em governo, apontando para a necessidade de avançar em sua aplicação nas instituições públicas.
Falta-me ainda uma reflexão mais profunda acerca da implicação democrática, das metas de transparência e da participação cidadã, possíveis e fáceis com a web 2.0, sobrepondo-se aos objetivos mediatos de serviços públicos que caracterizaram o e-gov nesses doze anos de prática do governo na internet. Em outras palavras, o e-gov priorizou a migração de serviços públicos para a web, enquanto que o i-gov prioriza a relação governo-cidadão concentrando o foco neste último.

Outras características e necessidades emergiram nesse tempo e o grau de maturidade da web 2.0, acumulados esses três anos de prática, nos permite desmentir os incrédutos opositores da mudança na grande rede, que afirmavam não passar de modismo.

A busca por padrões ou modelos de serviços públicos eletrônicos, encontra hoje respostas com baixos custos e rápidas implementações, dispensando a complexidade (de estrutura e valores) exigida pelas empresas públicas de informática, em qualquer esfera de governo. E isso, por si só, já representa mudança.

O Governo 2.0, em termos conceituais, toma por base a incorporação de novas tecnologias como soluções da prática institucional pública, capaz de acompanhar o processo de mudança de uma sociedade aberta e atual. Essas soluções baseiam-se em:

Gestão centrada no cidadão: colocando o cidadão - suas necessidades, anseios e expectativas - no centro da configuração dos serviços públicos. Veja a iniciativa
e-Citizen Charter do Governo da Holanda e a concepção do Gov 360 graus do Governo de São Paulo.

Governo único e em rede: a forma com que o governo se apresenta ao cidadão, mesmo organizado departamental e funcionalmente, deve representar metas e atitudes comuns. Por outro lado, a gestão do conhecimento e a transmissão de idéias e soluções entre os órgãos de governo, permitem atingir padrões de prestação de serviços e melhorias de desempenho em toda a administração.

Coprodução de serviços: modelo em que os usuários de serviços públicos participam de forma ativa no seu planejamento, adaptação e manutenção. Veja o magnífico exemplo da
Escola da Ponte.

Funcionário web: a mudança tecnológica e ambiental impõe também a necessidade de mudança no modelo mental de trabalho, em níveis organizacionais e pessoais, sendo este último prioritário para a implantação de novas habilidades e atitudes baseadas na colaboração.

Facilidade de uso: os quesitos de usabilidade devem sofrer uma adaptação que considere a interatividade e participação do cidadão como fator de sucesso, ou seja, a comunicação ativa não se baseia mais em e-mail ou formulários, mas em inclusão de conteúdos em páginas de governo. Tais quesitos também estendem-se da web para as demais modalidades de atendimento (presencial, telefônico, etc), adequando as circunstâncias de atendimento à necessidade do usuário do serviço.

Novas métricas de qualificação dos serviços eletrônicos: foi comum até agora medirmos a eficiência dos serviços em termos de investimento e retorno financeiro, calculando economias para o governo e para o cidadão. Penso que isso seja mesmo importante, porém medir a qualidade dos serviços deve passar pela satisfação do usuário e a melhor utilização do meio adotado de prestação.

Distinguem-se nessa abordagem, a respeito das aplicações de governo 2.0, no mínimo duas categorias:

Aplicações para a melhoria de serviços públicos: informações atualizadas sobre criminalidade e espaço geográfico cidadão (Chicago e Citix), processos de revisão de patentes (Peer to Patent), informação sobre procedimentos urbanísticos (Planning Alert), geração de informação pública (Gapminder), sistemas de diálogo com os usuários para a melhoria dos serviços públicos (Patient Opinión), etc. Um outro exemplo, já clássico, da utilização Gov 2.0 está no wiki das agências de inteligência dos EUA, que racionalizou seu sistema de informação através do Intellipedia. Estas e outras referências aqui citadas, podem ser encontradas no Joint Research Centre, nos artigos do David Osimo já citado em post anterior e no Global e-Government Survey 2008 publicado pela ONU.


Aplicações para a melhoria de políticas públicas: por vezes tenho a impressão de que, em se tratando de políticas públicas de tecnologia de informação, o governo é o cachorro correndo atrás do rabo. Sem conquistar espaço na agenda política do Estado, vive reativamente a demandas que, quando se pronunciam, pedem por soluções ultrapassadas e daí se afasta mais e mais em participar da pauta de governo. Uma interessante iniciativa é o projeto catalão TicCities, sobre como utilizar as TIC para melhorar as políticas públicas de competitividade local, disponível no relatório Best Practices eGovern local.


Quanto ao uso de ferramentas web 2.0 (blogs, wiki, podcasting, ferramentas de compartilhamento, espaços virtuais como o Second Life, redes sociais, micro-blogging, etc.), apenas iniciamos o debate, tanto aqui quanto no exterior, apresentando propostas e experiências que temos praticado, como no
iGovSP, cujo lançamento oficial está previsto para o dia 19 de junho.

Na sociedade atual, as formas de comunicação, relação e geração de conteúdos estão se dando a cada vez com maior naturalidade e intensidade, por isso é desejável que a administração pública também assuma essas novas formas de gerar e compartilhar informação e conhecimento.

Os planos de modernização administrativa caducaram, quer pela banalização da palavra, quer pelo seu anacronismo em tempos do tempo real. Pensar o hoje é para agir hoje, para agir a longo prazo temos que pensar e planejar a longo prazo, mas as ações iniciam agora. Veja o plano neo-zelândes e suas mensagens estratégicas incluindo valores da web 2.0.



Do ponto de vista organizacional, vemos iniciativas interessantes na Espanha onde, além do
Ministério da Inovação, implantou em Bizkaia (Bilbao) o Departamento de Inovação e Promoção Econômica, constituído por técnicos que buscam colocar em prática uma nova relação com seus cidadãos, provedores e colaboradores, e lá criaram um blog e um wiki para compartilhar sua experiência de implantação da cultura 2.0 no ambiente de governo. Em São Paulo, algo semelhante acontece com o Grupo de Apoio Técnico à Inovação, vinculado à Secretaria de Gestão Pública.



De fato, estamos num momento bastante oportuno para novas propostas, algumas arrojadas, outras mais tradicionais, mas em comum a demanda por soluções políticas capazes de trazer o governo para os novos tempos, que requerem ao menos que se garanta ao cidadão o acesso à tecnologia midiática ( banda larga, padrões de usabilidade e acessibilidade, mobilidade, etc.) e a integração de habilidades sociais na formulação de ferramentas de governo.

Por fim, vale lembrar que não se trata de gestão de governo eletrônico, mas do uso racional de ferramentas que considerem a comunicação colaborativa a verdadeira inovação na gestão pública.

Enquanto o e-gov dos Estados Unidos sofre o desgaste da inércia, comentado no post anterior, vemos com satisfação a estratégia da Comunidade Européia para os serviços eletrônicos.
Mais do que exemplos, a CE nos oferece modelos de desenvolvimento em governo eletrônico.

A começar pelo site da Europe's Information Society que, de cara, já oferece o conteúdo de cada página em versões para impressão, em áudio online ou em áudio para salvar, este bastante útil para levar no iPod.

Sob o tema de e-gov, o site traz a manchete-título do projeto "Putting citizens first", apresentando o conjunto de ações trans-européias de serviços públicos para o cidadão. É de encher os olhos, uma lógica concreta e interlaçada de projetos.

Tem um link para quatro projetos-exemplos que destacam iniciativas em mobile government, votação online, plataformas de gestão do conhecimento e serviços transacionais, e o HOPS um grandioso projeto em implantação, que automatiza os callcenters públicos por meio de portal de voz, web semântica e processamento de linguagem natural.

Agora o meu destaque vai mesmo para os vídeos que estão sendo produzidos pela CE, a fim de promover o e-gov. Em janeiro eu comentei aqui sobre os vídeos promocionais da Bélgica e da Coréia, mas os apresentados pelo eTEN Project são muito bons e cobrem vários segmentos do governo eletrônico.

Fica também a dica de um vídeo lançado este mês, com o título eGovernment: Better public services for everyone, que usa a linguagem gráfica semelhante ao South Park para divulgar um serviço eletrônico. Assista aqui.
Tenho uma impressão sobre a habilidade dos políticos brasileiros, quando entendem os meios de comunicação, mais ou menos assim: Getúlio Vargas entendeu e usou como ninguém o rádio, enquanto que o Juscelino Kubitschek foi o pioneiro e elegante presidente na TV (a analógica, é claro), talvez superado por Fernando Collor em termos dramáticos, mas quem, no Brasil, será o hábil candidato a ocupar a mídia internet nas próximas eleições ?

Acompanho um pouco as eleições americanas e o competente trabalho da equipe de Barack Obama. Eles ocuparam todos os espaços e oportunidades da internet em torno das primárias democratas.

Desde site de adesão à campanha, além do oficial do senado, um wiki bem redigido, flickr enorme, wallpapers e ringtones para celulares, um canal no Youtube, RSS e releases e outros tantos endereços e recursos da web 2.0 a favor de sua campanha. Talvez a melhor campanha via internet até agora e, com certeza, a maior.

Visitar todas essas referências e estudar a estratégia da equipe de Obama para internet é, por si só, um grande prazer que pretendo desfrutar neste final de semana. Que aliás, começa hoje.

Porque nesta sexta-feira haverá um evento na Universidade de Nova York, reunindo Arianna Huffington, fundadora do portal de blogs políticos The Huffington Post; Jeff Jarvis, do Buzz Machine; Micah Sifry, fundador do TechPresident, blog sobre o uso da web na política; Lisa Tozzi, editora de política do NYTimes; e Jay Rosen, professor de jornalismo da UNY, que irá debater "como a internet está mudando a política nos EUA".

O debate terá transmissão ao vivo pela web no GroundReport.tv. É hoje, sexta-feira, às 20h, horário de Brasília.

Pst Post>> para quem perdeu o debate, mas gostaria de ver, clique aqui para acessar.
Finalmente, chegou a hora de pensarmos na tecnologia. Com princípios, talentos e uma nova visão organizacional em nossa agenda, já é possível pensar em tecnologia, não mais como uma calculadora de luxo, e sim como ferramenta estratégica. Para tanto, é fundamental que a prefeitura possua um plano estratégico de uso de tecnologia, que, é bom destacar, nada tem a ver com a produção de algum documento burocrático para ser guardado em armários empoeirados. Falamos, aqui, de um processo permanente de busca da inovação, que permita a construção de cenários ambiciosos que não sejam simples sonhos, e sim projetos com metas bem estabelecidas, conduzidos com profissionalismo e paixão.

A adoção responsável desta visão integrada, onde a oferta de novas tecnologias se harmoniza com as necessidades da população, tornará possível transformar qualquer município, por menor e mais isolado que seja, em uma cidade digital, integrada nacional e internacionalmente, utilizando redes com e sem fio (wireless), de alta velocidade (chamadas de banda larga, no jargão técnico), inimágináveis, até alguns anos atrás.

No próximo encontro, concluíndo o tema, falaremos por que isto é importante. Até lá.

Não dá pra viver sem

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O site do jornal New York Times publicou neste fim de semana os resultados de uma pesquisa sobre "Qual equipamento você não viveria sem ele ?", agrupados por faixa etária dos entrevistados e apresentando resultados que dão o que pensar.

Vejo aqui ao menos duas forças estratégicas: a necessidade de fortalecimento de ações que envolvam mobilidade para a nova geração e o desenvolvimento rápido de serviços interativos em TV Digital para a terceira idade. Você concorda ?

Leia a reportagem do NYT aqui.
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m-Gov: aprendendo o caminho

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Encerrou com êxito o m-Gov 2007 realizado pelo CONIP. Em apenas dois dias de evento, trouxe uma programação bastante arrojada, reunindo representantes de governo (federal, estadual e municipal), da academia (FGV, PUC-PR e SENAC-SP) e das empresas privadas (operadoras de serviços móveis e fornecedores), enfim os players do mercado sentaram-se à mesa para o debate.
Além da intensa discussão sobre os modelos de negócios e boas práticas implantadas no Brasil, ficou evidente que as iniciativas em mobilidade para serviços públicos eletrônicos é mais do que um modismo ou uma tendência, é um caminho a ser traçado pelos governos inovadores.
Como outro dia o Pepe escreveu aqui seu artigo sobre a Irlanda, como pequena amostra da pesquisa que fez por lá, resolvi também buscar o que eles estão pensando em termos de m-Gov. Não me surpreendi que, diante de tantos avanços em serviços eletrônicos, com 60% dos lares possuindo no mínimo um computador, o governo da Irlanda também já esteja se organizando em mobile government, inclusive com a criação do Mobile Messaging Forum - MMF, visto que assim atingiria 100% da população.
Em entrevista ao portal Electric News , o diretor do MMF, Tommy McCabe, declarou que "a ubiquidade dos celulares permite ao governo chegar a quase todas as partes da nossa sociedade, caso torne os serviços eletrônicos móveis".
O portal cita ainda um estudo apresentado pela iReach, especialista em comunicação 360 graus, sobre a utilização de mGovernment pelo governo irlandês que poderá poupar até 20 milhões de euros aos cofres do Estado. O mesmo estudo revela que quase metade dos inquiridos demonstraram interesse nestes serviços, nomeadamente nas classes mais novas. O responsável realça que "não quer que as iniciativas de eGovernment sejam abandonadas em detrimento do mGovernment", apenas "recomendamos a integração de uma interface móvel para criar outros canais de acesso" aos serviços, conclui.
Se uma das perguntas mais presentes no m-Gov 2007 foi "quem paga a conta?", a resposta já está em parte respondida.

Cidades sem fios

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A Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL autorizou nesta semana que os 5.561 municípios brasileiros possam prestar serviços de comunicação e conexão à Internet aos seus munícipes por meio de rede wi-fi. O comunicado da agência divide em duas modalidades de oferta: SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) que operará em regime de mercado e prestado por terceiros, o que possibilita haver taxas para conexão; ou em SLP (Serviço Limitado Privado) que será gratuito para os usuários.
Para quem já conhece a experiência de Piraí sabe o que isso significa em termos de desenvolvimento humano, principalmente em pequenas cidades. O governo oferecer acesso a Internet estará em breve sendo discutido como a oferta de educação, saúde, saneamento e infraestrutura, como previu Roberto Agune em 2005.

Também é fato que não se aplica exclusivamente a pequenos e médios municípios, nem tampouco a países em desenvolvimento. Temos o exemplo da Filadélfia com extraordinário pioneirismo na implantação de redes wi-fi para os cidadãos e que agora publica essa experiência no livro “Fighting the Good Fight for Municipal Wireless”, de Craig Settles, um dos criadores do programa, que dá o caminho das pedras para aqueles que querem implantar esse serviço em cidades de qualquer porte.

Talvez os projetos de Cidades Digitais devam ajustar as velas para uma nova navegação.
O IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou nesta semana o suplemento da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio - PNAD 2005, que investigou o acesso à Internet e a posse de telefone móvel celular para uso pessoal no Brasil.

Além dos grandes números que a imprensa já se encarregou de mostrar, evidenciando as desigualdades, o acesso à Internet preponderante pelos mais ricos e/ou por aqueles que possuem mais tempo de instrução, outras revelações são importantes para a estratégia de governos inovadores.

Ressalto primeiramente que das 32,1 milhões de pessoas que acessaram a web em 2005, segundo o estudo, cerca de 8,8 milhões realizaram interação com autoridades públicas ou órgãos do governo. Em outras palavras, perto de 28% dos internautas brasileiros acessaram o governo nesse período, o que representa uma queda em relação aos anos anteriores, nos quais o alcance do e-gov chegou a atingir 39% da população conectada.

Será que os serviços eletrônicos não estão satisfazendo o cidadão ?

Um outro ponto que o suplemento apresenta é relacionado a posse de telefone celular para uso pessoal. Apesar da pesquisa não contemplar a finalidade de uso (talvez a lógica seja a de que o celular é só para comunicação de pessoas por voz), há um item que surpreende: ao relacionar a posse de telefones móveis por categoria profissional, os trabalhadores agrícolas representam 20,4% do total de pessoas que possuem celular para uso pessoal, ficando atrás somente dos trabalhadores da produção de bens e serviços e de reparos e manutenção, que atingiram 23% da amostra.

Esses e outros aspectos presentes no estudo devem ser agregados ao planejamento de i-gov, quer para a reinterpretação dos serviços eletrônicos na web, quer para o desenvolvimento desses serviços em mobilidade.

Acesse aqui o estudo do IBGE que, além da importância de seu conteúdo, dá um belo exemplo de entrega da informação, com arquivos zipados ou pdf ou animação de tabelas, enfim divulgação multiformatos.

iGov - Governo Integrado

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A Developement Gateway Foundation publicou o estudo “Integrated Government (iGov)”, desenvolvido pelo National Institute for Smart Government, sob autoria de Sameer Sachdeva, especialista em estrategias de eGoverno, na Índia. O documento explica o que é um governo integrado e Sachdeva o define como as capacidades desenvolvidas por uma instituição que consegue mostrar-se aos cidadãos através da Internet como um ente unido e com um único acesso de entrada a seus serviços. Um governo integrado é aquele que desenvolve sua gestão para unificar cada uma das secretarias, agências e funções que a compõe.

O eGov se apresenta como a ferramenta capaz de mostrar um governo integrado, mas por outro lado também pode refletir o inverso. Sachdeva reúne nesse estudo os obstáculos e estratégias empreendidas pelo governo da Índia.

A notícia saiu no PropolisNet e o estudo pode ser baixado aqui.

Minas prioriza e-Gov

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Entre os 57 projetos prioritários do segundo mandato do governador Aécio Neves (PSDB-MG), está o de Governo Eletrônico. A notícia publicada na revista eletrônica TI&Governo dá conta de que o projeto de e-Gov mineiro já entrou no Plano Plurianual-PPA 2008-2011 daquele Estado, com cinco diretrizes básicas, incluindo serviços ao cidadão, à empresa e ao próprio governo, como estratégias para aumentar a oferta de serviços pela rede, reduzir custos e definir políticas de informática pública em Minas Gerais.

Qualquer governo que inclui em seu planejamento estratégico os projetos de TIC, deixa claro o compromisso com a inovação desde que, logicamente, o projeto esteja em mãos capazes, como parece ser o caso de Minas, em que a Secretária de Planejamento, Renata Vilhena, convidou o experiente Joaquim Castro para coordenar o e-gov.

Se no primeiro mandato o mote do governo Aécio Neves foi o "choque de gestão", podemos talvez esperar para este segundo mandato algo mais associado à inovação. Vamos em breve poder acompanhar os PPAs dos Estados (todos estão em fase de elaboração atualmente) e verificar se e quanto cada gestão estadual estará dedicando para governo eletrônico.

Para a notícia completa da TI&Governo, clique aqui.
Roberto Meizi Agune é mais do que um especialista em governo eletrônico, de fato é um dos criadores do e-Gov no Governo do Estado de São Paulo. Por sua vez, José Antonio Carlos, o Pepe ou o JAC quem também colabora com este blog, é uma autoridade quando se fala em gestão de conhecimento na área governamental.

Ambos se uniram e escreveram um excelente artigo na B2B Magazine, sob o título "I-GOV: O Futuro é Inovação", que é praticamente um conjunto bem explicado de conceitos, definições e críticas que passam a nos guiar sobre o tema iGov.

Entre as análises da dupla, argumentam que "o governo só ingressará na era do conhecimento e da inovação quando a questão for tratada de forma prioritária. Isso significa, de início, colocar tal questão na agenda política, fato que até agora não vem ocorrendo de forma sistemática. Os programas, planos e projetos envolvendo a tecnologia da informação devem merecer tratamento estratégico, e as ações de curto, médio e longo prazos, por eles propugnadas, devem ser devidamente “consensuadas” com os diversos setores da sociedade, de alguma forma envolvidos com a questão, uma vez que a visão aqui proposta não cabe realizá-la no estrito âmbito do governo, que, ao contrário, deverá buscar parceiros no segmento privado. É bom termos em mente que, na sociedade do conhecimento, uma infra-estrutura de banda larga é tão ou mais importante do que uma estrada, por exemplo, mas poucos têm plena consciência disso, fora do segmento técnico, embora esse tema e os seus desdobramentos extrapolem fortemente tal escalão."

Leia o artigo integralmente aqui.
Seattle é a cidade "mais tecnológica" dos Estados Unidos, segundo a pesquisa GeekCities, da revista americana Wired Magazine. No artigo, a publicação enumera as 10 cidades mais avançadas no território americano, em termos de desenvolvimento e implantação de novas tecnologias.

O segundo lugar é ocupado por São Francisco, seguido por Los Angeles e Austin. A capital americana de Washington DC é a lanterninha do top ten.

O curioso deste ranking são os critérios de avaliação, que segundo a editora baseiam-se em metodologia algorítmica da NASA e Google, considerando itens como a proximidade das cidades com escolas superiores de engenharia, a disponibilidade de acesso gratuito à internet via wireless e a quantidade de livrarias de histórias em quadrinhos per capita.

Acesse os resultados aqui, em inglês.