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A Roda está Viva

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Em junho passado anunciávamos aqui algumas iniciativas da TV Cultura, especialmente no Roda Viva, com a digitalização das memoráveis entrevistas realizadas nesse programa nos últimos vinte e dois anos, comemorando com sua disponiblização pela web.

Nesta segunda-feira, 22, o Roda Viva levou ao ar a primeira Transmissão Experimental Participativa, que julgo ser pioneira no país a usar ferramentas web 2.0 e tv ao vivo integradas e com interação. Em uma mesma página o usuário podia assistir ao programa, assistir aos bastidores durante o intervalo, ver fotos e, principalmente, interagir com o moderador e com outros usuários no programa ao vivo.
Vale a pena ler os comentários que surgiram durante as transmissões, o programa cresceu em tempo virtual (algo como realidade aumentada) e conteúdo com essa participação, o telespectador agora é interator, a sensação que dá é de que o sofá ficou maior.

Para fazer isso, o pessoal de novas tecnologias da TV Cultura usou da web três ferramentas gratuitas: o Coveritlive, liveblogging usado para a cobertura em tempo real; o Mogulus para a transmissão de imagens ao vivo (no caso usado para a camera "fora do ar"); e o Twitter, para os comentários dos teleinteratores. Como arremate, o programa também utilizou o Flickr para as fotos.

Para quem está achando que isso é muito "tosco", cheio de "gambiarras" e integrações de pé quebrado, peço que repense. O que a TV Cultura está fazendo - e o que nenhuma outra emissora comercial fez - é experimentar a convergência hipermidiática, é prospectar a linguagem interativa que a TV Digital irá nos oferecer, sem medos de perder audiência, mas com o compromisso de elevar o conhecimento de seu público. Só a TV pública consegue fazer isso ?

Espero que na próxima segunda-feira repitam a dose.

Ah! sim, o título deste post eu retirei de um dos comentários feito por alguém, naquele sofazão digital, durante o programa.
Em julho passado, anunciamos neste blog a criação espanhola da Escola 2.0, numa inovadora ação de governo desenvolvida pelo Ministério de Educação, Política Social e Desportes. Passado esses três meses, o mesmo ministério anuncia mais uma criação: um canal no YouTube.

Apontamos aqui e ali as iniciativas de governos que, ao aderirem a canais de vídeo na internet, melhoram sobremaneira sua comunicação com o cidadão, potencializando o relacionamento com o público e beneficiando-se do meio para explicar o próprio governo em nova linguagem, diferente do formalismo retórico dos "diários oficiais" mas, sob o ponto de vista da informação, apresentam a palavra (e imagem) oficial.

O novo canal do ministério de Espanha, o MEPSYD, iniciou com uma pequena programação e pretende usar o mesmo canal para receber dúvidas e críticas do cidadão, visando o aprimoramento do canal e da gestão. A titular da pasta, a ministra Mercedes Cabrera, no vídeo de apresentação do canal, diz que "... a administração pública tem a obrigação de unir-se a esta nova forma de entendimento com a sociedade...".

Por curiosidade, fui procurar na caixa de busca do YouTube algum vídeo com a tag governo brasileiro e achei isto... pena. Tenho razões para acreditar que, ao criar canais no YouTube (ou qualquer outro do tipo), os governos poderiam também começar a praticar a linguagem da TV Digital e começar a produzir serviços públicos em vídeos interativos, que tal ?

Para quem ainda não conhece a técnica embrionária da interação no YT, interaja aqui para alguns exemplos e aqui para entender como é feito.
Acredito que pouca coisa na tv brasileira tenha a credibilidade e a qualidade da TV Cultura, da Fundação Padre Anchieta. Eles conseguem ser TV pública sem ser chata, produzir jornalismo imparcial, ser estatal sem cabides, sem ser chapa branca.

Além do elogiado modelo da programação infantil, com o Cocoricó, Rá Ti Bum e o Castelo, a TV Cultura apresenta, desde 1986, o melhor e mais importante programa de entrevistas de nosso país, o Roda Viva.

Agora a TV Cultura, em parceria com a FAPESP, dá mais um passo ao encontro da IPTV e TV Digital, oferecendo ao público de todo o Brasil e do mundo o Memória Roda Viva, pela internet.

De acordo com a apresentação, “os usuários têm acesso às transcrições integrais das entrevistas realizadas pelo Roda Viva nos últimos 21 anos, além de um vídeo do programa e verbetes explicativos. Mais de duzentas das principais entrevistas estarão disponíveis para consulta e pesquisa. Semanalmente serão inseridos outros programas, até que todos estejam no site.”

Os vídeos ainda não estão integralmente no site, mas considero já um presente inestimável à memória brasileira, não aquela confinada em museus ou nos burocráticos centros culturais e videotecas sem estrutura, mas esta entregue a estudantes, pesquisadores e toda a gente que se importa com este país, pelo seu mais moderno meio digital. Penso que nos planos do Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta, o Memória Roda Viva uma vez totalmente digitalizado, migrará em breve para a programação da TV Digital daquela emissora.

Consulte aqui o acervo e para assistir ao programa ao vivo (segundas-feiras, 22h40) acesse por aqui.

Não dá pra viver sem

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O site do jornal New York Times publicou neste fim de semana os resultados de uma pesquisa sobre "Qual equipamento você não viveria sem ele ?", agrupados por faixa etária dos entrevistados e apresentando resultados que dão o que pensar.

Vejo aqui ao menos duas forças estratégicas: a necessidade de fortalecimento de ações que envolvam mobilidade para a nova geração e o desenvolvimento rápido de serviços interativos em TV Digital para a terceira idade. Você concorda ?

Leia a reportagem do NYT aqui.
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A cidade britânica de Wakefield lançou recentemente um serviço interativo para ajudar seus cidadãos a encontrar imóveis para moradia ou negócios, utilizando o telefone celular ou a TV Digital.
No site Wakefield Interactive estão disponíveis as instruções de como acessar aos serviços em cada plataforma, de modo a oferecer todo suporte necessário aos interessados.

A boa prática não se encerra aí. O portal da cidade focado no cidadão é completamente acessível por pessoas com deficiência, possui organização por necessidade (I want to..), temática e geográfica, concentrando todos os serviços que o governo local oferta para a população em um único endereço virtual.